'Camisinhas' de USB são aliadas na hora de proteger sua privacidade


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Hoje em dia, quando um celular ficar sem bateria, o drama é menor do que era antigamente. Afinal, há entradas USB para recarregar os aparelhos em vários lugares públicos: de shoppings até mesmo dentro dos ônibus e em outros meios de transporte.

No entanto, o que pouca gente sabe é que essas entradas são extremamente vulneráveis à ataques de hackers e outros invasores, e podem ser uma grande ameaça para nossa privacidade. Pensando nisso, há muito tempo o mercado oferece bloqueadores de dados USB, feitos justamente para evitar que nossos dados sejam roubados quando carregamos o celular em uma dessas estações.

Na maioria das vezes, os criminosos instalam um programa malicioso em nossos telefones via cabos USB – prática conhecida como juice jacking. Assim, durante seu almoço na praça de alimentação de um shopping, você pode ter sua conta bancária esvaziada, informações sensíveis roubadas e o telefone bloqueado.

Segundo um relatório de segurança cibernética da IBM, esses ataques “sequestram o poder de computação, resultando em um consumo de capacidade computacional para seus próprios fins e redução de recursos disponíveis aos usuários”. O documento também aponta que houve um aumento na incidência de ataques contra o setor de transportes.

As camisinhas de USB, apesar de não serem feitas de látex, podem te proteger. Elas são pequenos adaptadores que permitem o funcionamento de energia para o carregamento, mas impedem a troca de dados e custam por volta de US$ 10 (R$ 42, aproximadamente).

Caso você não tenha uma “camisinha” em mãos na hora de proteger seu celular, não se preocupe pois existem outros métodos para isso: além de utilizar uma senha forte em seu aparelho, utilize a autenticação de dois fatores no seu celular para proteger dados e arquivos, tenha um bom antivírus e não recarregue seu celular em computadores e pontos de recarga que não sejam da sua confiança.

Caso nada disso seja possível, pelo menos faça a recarga com o aparelho desligado ou, no mínimo, não desbloqueie seu telefone durante o processo.

 

Via: BBC Brasil